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quarta-feira, 16 de maio de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
BÊNÇÃO
O presente que me deste em meio ao alarido, faz paz no
mundo,
Contudo não mexia, nem forma tinha...
Por um desses acasos triste da lua o deixei ali, fechado,
Pois o brilho iluminava a casa e as fotografias feneciam na
parede!
Minha vista iludida se esqueceu do que você me deu,
Meu animo voltou-se para o além!
O silêncio do teu presente agiu sobre a vaidade da minha
agitação;
olhei o dito presente incompreendido!
Cativou-me a resistência, a abnegação, do que se guarda e se
entrega ao designar do casual olhar ...
Quando o abri já não
importava o grito, a força de ação; quis descobrir o silêncio da minha casa, do
teu presente bem amado!
Marcelo Sarges de Carvalho
Marcelo Sarges de Carvalho
ROTINA
Sábios são os anjos dissimulados que riem de mim na mesa ao
lado!
Da ilusão ao chão; título, sinopse de uma mente doidivanas acanhada
por ser, esquecendo que tal propósito é a medida de toda chaga humana...
Pacto quebrado!
A cerveja esfria no bar onde as almas se
curam na ilusão de esquecer...
Um beijo quente de um querer lancinante,
e o gosto é engolido
na saliva que pertence ao imaginar.
Derivar o bar, pois quem melhor disser dessa rotina pagã
saberá mais e mais dos anjos, da cerveja, da essência divina do homem e outras
propósitos maiores...
Marcelo Sarges de Carvalho
TARDE, CHUVA E ESQUINA
Um ébrio casualmente me encontra na esquina,
Na beira baixa da porta sem luz, lâmpada queimada a tempo incerto...
O destino não quisto cheira e impregna a garoa fina que
adormece a tarde e deixa a noite capaz de captar capítulos próprios e próximos
de dois casuais caminhos...
Ali, na quina da esquina, o ébrio e eu nos percebemos guardados
da chuva e na espera!
Eventualmente presos
pelo tempo ruim que fazia o sono da tarde e o despertar da noite...
Marcelo Sarges de Carvalho
quinta-feira, 7 de julho de 2011
DEUS JANO
A porta se abriu, mas a guerra não se apresentava e ainda
não era janeiro!
O que envelheceu no abrir?
Feneceu toda a maturidade de segundos atrás...
Porém, o imaturo se ofereceu com os olhos curiosos de
sempre,
Era um descobrir!
Talvez a brisa querente rejuvenesceu ainda mais a coragem de
abrir a porta!
O fato: um rosto novo ao desejo da tarde!
Mas o que dizer do que ficou? Como observar o que foi?
Calma, o que foi será sempre a tua face obtusa, guardada
para ti,
Segredo parcamente compartilhado!
Desse envelhecer sadio guarde apenas a vontade e o momento
de abrir portas...
Não queira nunca a face, o conflito de ti e do que ficou,
não há espelho que reflita tal imagem,
Dessa tragédia homens e deuses foram
poupados, pois em janeiros as portas se abrem...
Marcelo Sarges de Carvalho
sexta-feira, 6 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
RUBOR
No dia dito algo fez presença!
O caminhar bandido assaltou-me de
pronto os sentidos e tudo foi rubor...
O tempo, o carinho e a cisma,
tudo dizia o tempo do vermelho...
Aquele de maior alcance não
ousaria narrar o dito dia daquele tempo,
pois o passado é dizer o futuro a tempo
certo...
O olhar vacilou e o carinho era
pretérito, perdido na pequena expressão do teu rosto alimentando o não...
Marcelo Sarges de Carvalho
O ROSTO
Fatal sinal, teu beijo distante...
Teu rosto se mistura com o contingente popular,
não há distinção, é tudo miscigenação...
O rosto de cores próprias deixa a presença para se
tornar vaga idéia de luzes que sempre surge de qualquer despertar...
Marcelo de Sarges de Carvalho
PLENITUDE
Viveu-se na tarde a possibilidade
do intangível...
O desperta da criança, o encontro
aguardado - ou não!-, o correr para fins de saúde...
Olhou-se no céu o passeio das
aves qual destino não nos pertence,
mas elas nunca deixam de passar
por nós...
O vento esculpi no rosto o tempo, a lembrança, a saudade de algum momento...
O caminhar sozinho, ensimesmado,
porém, apaixonado por tal ato...
A chuva veio, mas para que
correr?
Um dia, nem que só por uma vez,
todos teremos de tomar um banho de chuva!
Isso se chama plenitude!
Marcelo de Sarges de Carvalho
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